Post do blog www.palpitepolitico.blogspot.com
Entre os livros de cabeceira do governador Tarso Genro (PT) deve estar a obra "Boa Escola para Todos", lançada no início deste ano pela ex-secretária estadual da Educação, Mariza Abreu. O petista quer discutir os rumos do ensino no Rio Grande do Sul de forma ampla, com a sociedade, não somente com o magistério ou a entidade que representa os professores. Essa foi a mesma proposta que Mariza coordenou durante o governo Yeda Crusius (PSDB), mas os resultados não foram plenos em razão da conjuntura política da época.
O governador também está disposto a colocar em prática algo que sua antecessora procurou estabelecer: a remuneração por desempenho dos educadores. Durante a campanha eleitoral de 2010, Tarso foi lacônico ao abordar o assunto, tendo em vista a posição contrária do PT sobre a valorização por mérito. Em resumo, Tarso quer fazer o mesmo que Yeda buscou colocar em prática, mas enfrentou a resistência do PT e a satanização do sindicato dos professores.
Na carona das propostas parecidas, Tarso joga com a desinformação das pessoas... Leia mais
24 de jul. de 2011
22 de jul. de 2011
Segmento voltado para debater a educação
Formar um segmento partidário voltado para discutir os rumos da educação no Estado e no país. Esse foi o tema do encontro que reuniu educadores neste sábado (23), na sede estadual do PSDB, em Porto Alegre. A ex-secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, e o professor Tomaz Wonghon conduziram a reunião que contou com a presença de Elton Ferreira, Diego Tormes, Heitor Thomé, Helena Mattos, Luís Gustavo Machado, Martim Barboza, Silvio Oliveira e Terezinha Roque.
Na pauta estavam os meios para estruturação do grupo em nível de partido, a identificação das bandeiras defendidas pelo PSDB na educação e a elaboração de matérias que subsidiem lideranças e ações partidárias. O uso de redes sociais para fomentar debates, expor posições e apresentar propostas também estavam entre os assuntos abordados.
Para o presidente do PSDB-RS, deputado federal Nelson Marchezan Junior, a formação do segmento pode contribuir para a atração de simpatizantes ligados ao ensino. Marchezan esteve no encerramento do encontro e traçou um panorama do partido no Estado. Um novo encontro foi marcado para o dia 13 de agosto, visando dar continuidade ao processo de formação no grupo.
Colaboração:
LUÍS GUSTAVO MACHADO / JORNALISTA (DRT-RS 15280)
Na pauta estavam os meios para estruturação do grupo em nível de partido, a identificação das bandeiras defendidas pelo PSDB na educação e a elaboração de matérias que subsidiem lideranças e ações partidárias. O uso de redes sociais para fomentar debates, expor posições e apresentar propostas também estavam entre os assuntos abordados.
Para o presidente do PSDB-RS, deputado federal Nelson Marchezan Junior, a formação do segmento pode contribuir para a atração de simpatizantes ligados ao ensino. Marchezan esteve no encerramento do encontro e traçou um panorama do partido no Estado. Um novo encontro foi marcado para o dia 13 de agosto, visando dar continuidade ao processo de formação no grupo.
Colaboração:
LUÍS GUSTAVO MACHADO / JORNALISTA (DRT-RS 15280)
26 de jun. de 2011
Homenagem ao Paulo Renato
Do blog de Reinaldo de Azevedo
Falei com Paulo Renato a última, e pela última, vez na festa de aniversário de Fernando Henrique Cardoso, no dia 10, na Sala São Paulo. Era um homem inteligente, um formulador de políticas públicas e um operador competente. Eu o provoquei: “Ministro, o senhor também acha que ler um livro antes de matar pessoas é moralmente superior a matá-las sem ler?” Eu fazia uma alusão, obviamente, ao atual ocupante do Ministério da Educação, Fernando Haddad, que havia se saído com essa pérola em depoimento numa comissão do Senado. Elegante, discreto, Paulo Renato sorriu: “Ô, Reinaldo, eu acho que ele se atrapalhou; certamente não quis dizer aquilo…” Provoquei mais um pouco: “Tucanos sempre tentando fazer um petista parecer melhor do que é; já os petistas, com vocês, fazem o contrário…” Ele assentiu, mas só um pouquinho: “É, talvez você tenha razão…” E falamos por algum tempo sobre outros assuntos, especialmente sobre o homenageado da noite.
É isto: morre Paulo Renato Souza, um homem público notável, cuja obra foi incansavelmente vilipendiada pelos petistas, e as notas de condolências da presidente Dilma Rousseff e de Haddad podem fazer justiça tardia a seu trabalho, mas não têm força para apagar da história a tentativa de desconstruir o trabalho que ele comandou ao longo de oito anos no MEC e, mais recentemente, como titular da secretaria de Educação do governo de São Paulo, na gestão José Serra.
Como ministro de FHC, Paulo Renato comandou a universalização do ensino básico, criou o Enem, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional de Cursos, apelidado de “provão” — depois chamado de Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). O “provão” teve, nos primeiros anos de aplicação, papel fundamental na qualificação das universidades públicas e privadas. O exame foi bastante descaracterizado pela gestão petista.
Paulo Renato também foi decisivo para a criação do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), em 1996. Para não variar, os petistas combateram bravamente o fundo e, atenção!, votaram contra a sua criação, o que é um escândalo, uma das muitas indignidades do partido. No poder, o que fizeram os petistas? Rebatizaram o Fundef, passando a chamá-lo “Fundeb” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), sob o pretexto de que passaria a atender também ao ensino médio... Leia mais
Falei com Paulo Renato a última, e pela última, vez na festa de aniversário de Fernando Henrique Cardoso, no dia 10, na Sala São Paulo. Era um homem inteligente, um formulador de políticas públicas e um operador competente. Eu o provoquei: “Ministro, o senhor também acha que ler um livro antes de matar pessoas é moralmente superior a matá-las sem ler?” Eu fazia uma alusão, obviamente, ao atual ocupante do Ministério da Educação, Fernando Haddad, que havia se saído com essa pérola em depoimento numa comissão do Senado. Elegante, discreto, Paulo Renato sorriu: “Ô, Reinaldo, eu acho que ele se atrapalhou; certamente não quis dizer aquilo…” Provoquei mais um pouco: “Tucanos sempre tentando fazer um petista parecer melhor do que é; já os petistas, com vocês, fazem o contrário…” Ele assentiu, mas só um pouquinho: “É, talvez você tenha razão…” E falamos por algum tempo sobre outros assuntos, especialmente sobre o homenageado da noite.
É isto: morre Paulo Renato Souza, um homem público notável, cuja obra foi incansavelmente vilipendiada pelos petistas, e as notas de condolências da presidente Dilma Rousseff e de Haddad podem fazer justiça tardia a seu trabalho, mas não têm força para apagar da história a tentativa de desconstruir o trabalho que ele comandou ao longo de oito anos no MEC e, mais recentemente, como titular da secretaria de Educação do governo de São Paulo, na gestão José Serra.
Como ministro de FHC, Paulo Renato comandou a universalização do ensino básico, criou o Enem, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional de Cursos, apelidado de “provão” — depois chamado de Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). O “provão” teve, nos primeiros anos de aplicação, papel fundamental na qualificação das universidades públicas e privadas. O exame foi bastante descaracterizado pela gestão petista.
Paulo Renato também foi decisivo para a criação do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), em 1996. Para não variar, os petistas combateram bravamente o fundo e, atenção!, votaram contra a sua criação, o que é um escândalo, uma das muitas indignidades do partido. No poder, o que fizeram os petistas? Rebatizaram o Fundef, passando a chamá-lo “Fundeb” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), sob o pretexto de que passaria a atender também ao ensino médio... Leia mais
10 de jun. de 2011
Entrevista ao Blog Educadores
Consultora Legislativa na área da educação na Câmara dos Deputados, desde 1991; Secretária Municipal de Caxias do Sul 2005/06, Secretária de Estado da Educação do RS e vice-presidente da Região Sul do Consed 2007/09. Lançou, no início deste ano, o livro Boa Escola Para Todos: gestão da educação e debate sobre a valorização dos professores do RS, 2007 a 2010, pela Editora AGE. A professora nos concedeu entrevista via e-mail, em 03 de junho de 2011... Leia mais
22 de mai. de 2011
Reajuste e piso para o magistério
Leia artigo da ex-secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, publicado no jornal Correio do Povo de sexta-feira (20).
Ao propor o reajuste do magistério, o governo Tarso age em 2011 como o governo Yeda em 2008: paga atrasados em resposta a ações judiciais vitoriosas de professores, que requerem índices não pagos da Lei Britto. Por orientação da PGE, de 2010, aplica o reajuste de 81,43% da lei de 1995 à parcela autônoma, criada pelo governo Collares em 1993, hoje, no valor de R$ 42,90, que passaria a R$ 77,83. Mas incorpora 50% desse valor ao vencimento básico de R$ 356,62 de dezembro de 2010, que passa a R$ 395,54 para 20 horas semanais, com 10,91% de reajuste, restando R$ 38,91 como parcela autônoma.
Porém, para o Cpers, lá não se concediam reajustes, pois a "categoria" já os conquistara na Justiça. Agora, Cpers e governo comemoram a negociação que resulta em reajuste "superior ao de quatro anos", pois só reconhecem como aumentos do governo Yeda as duas últimas parcelas de 2010. Porém, entre 2007 e 2010, o reajuste dos vencimentos do magistério foi de 34,6%, com 10,1% acima da inflação... Leia mais
Ao propor o reajuste do magistério, o governo Tarso age em 2011 como o governo Yeda em 2008: paga atrasados em resposta a ações judiciais vitoriosas de professores, que requerem índices não pagos da Lei Britto. Por orientação da PGE, de 2010, aplica o reajuste de 81,43% da lei de 1995 à parcela autônoma, criada pelo governo Collares em 1993, hoje, no valor de R$ 42,90, que passaria a R$ 77,83. Mas incorpora 50% desse valor ao vencimento básico de R$ 356,62 de dezembro de 2010, que passa a R$ 395,54 para 20 horas semanais, com 10,91% de reajuste, restando R$ 38,91 como parcela autônoma.
Porém, para o Cpers, lá não se concediam reajustes, pois a "categoria" já os conquistara na Justiça. Agora, Cpers e governo comemoram a negociação que resulta em reajuste "superior ao de quatro anos", pois só reconhecem como aumentos do governo Yeda as duas últimas parcelas de 2010. Porém, entre 2007 e 2010, o reajuste dos vencimentos do magistério foi de 34,6%, com 10,1% acima da inflação... Leia mais
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