A Comissão de Educação e Cultura aprovou, no dia 16 de maio, proposta que atualiza anualmente os valores per capita repassados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), no mínimo, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Nessa atualização, será considerado apenas o item alimentação, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, as transferências da União aos estados e municípios para compra da merenda escolar vão acompanhar a inflação apurada sobre os alimentos.
A medida está prevista no substitutivo do deputado Joaquim Beltrão (PMDB-AL) ao Projeto de Lei 5690/09, do deputado Manoel Junior (PMDB-PB). A proposta original previa o reajuste pelo INPC simplesmente, sem desdobrá-lo. "Na metodologia de definição do INPC, são considerados não só os custos dos alimentos, mas também de vestuário, combustível e locação de imóveis”, explicou o relator.
Beltrão também acrescentou ao texto a expressão "no mínimo” para o reajuste com base na inflação.
SEM REAJUSTE
Ao apresentar a proposta, o deputado Manoel Junior argumentou que não houve reajuste nos valores entre 1994 e 2003. Entre 2003 e 2006, houve acréscimo de R$ 0,09.
Em 2009, ano de apresentação do projeto, o valor repassado pela União, por dia letivo, era de R$ 0,22 por aluno. Para creches, o valor per capita era de R$ 0,44, mesmo valor utilizado para estudantes das escolas indígenas e localizadas em comunidades quilombolas.
Segundo informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o valor foi reajustado em 2010 para R$ 0,30 por dia para cada aluno matriculado em turmas de pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos. As creches e as escolas indígenas e quilombolas passaram a receber R$ 0,60. Já as escolas de ensino integral contam com R$ 0,90 por dia. Ao todo, o Pnae beneficia 45,6 milhões de estudantes da educação básica.
Em parecer enviado à Câmara, a coordenação do programa defendeu a necessidade de resguardar em lei o poder aquisitivo dos recursos. Isso porque a legislação vigente não prevê nenhuma forma de reajuste do valor per capita repassado pela União, ficando o Pnae na dependência dos governantes.
TRAMITAÇÃO
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-5690/2009 - http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=443673
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/417454-EDUCAC AO-APROVA-REAJUSTE-DA-MERENDA-ESCOLAR-PELA-INFLACAO.html
Fonte: Agência Câmara de Notícias -Noéli Nobre
21 de mai. de 2012
COMISSÃO DE EDUCAÇÃO APROVA SEGUNDA AUDIÊNCIA SOBRE CURRÍCULO ÚNICO PARA EDUCAÇÃO BÁSICA
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou a realização de uma segunda audiência pública para discutir a proposta de criação de um currículo nacional único para a educação básica. O requerimento para o debate, aprovado nesta terça-feira (15), é de autoria dos senadores Cyro Miranda (PSDB-GO) e Armando Monteiro (PTB-PE).
A realização da primeira audiência sobre o tema, cujo requerimento foi aprovado em fevereiro, está prevista para o dia 20 de junho.
O Ministério da Educação já está elaborando proposta de unificação dos currículos da educação básica, segundo informou Armando Monteiro ao justificar a realização da audiência. Em sua opinião, é necessário que o Legislativo discuta amplamente o assunto.
O presidente da CE, senador Roberto Requião (PMDB-PR), também afirmou ser necessária a realização da segunda audiência para aprimorar a discussão do tema, uma vez que são muitos os especialistas convidados. A data do debate será marcada posteriormente pela comissão. Os nomes dos convidados ainda serão definidos.
http://www12.senado.gov.br/noticias
Fonte: Agência Senado
A realização da primeira audiência sobre o tema, cujo requerimento foi aprovado em fevereiro, está prevista para o dia 20 de junho.
O Ministério da Educação já está elaborando proposta de unificação dos currículos da educação básica, segundo informou Armando Monteiro ao justificar a realização da audiência. Em sua opinião, é necessário que o Legislativo discuta amplamente o assunto.
O presidente da CE, senador Roberto Requião (PMDB-PR), também afirmou ser necessária a realização da segunda audiência para aprimorar a discussão do tema, uma vez que são muitos os especialistas convidados. A data do debate será marcada posteriormente pela comissão. Os nomes dos convidados ainda serão definidos.
http://www12.senado.gov.br/noticias
Fonte: Agência Senado
18 de mai. de 2012
AVALIAR PROFESSORES: TAREFA TÃO DIFÍCIL QUANTO FUNDAMENTAL
Diversos estudos comprovam que um bom professor é a variável mais importante na melhoria do desempenho dos estudantes. Avaliar os docentes deveria, portanto, ser prioridade para governos e gestores. No Brasil, contudo, um sistema efetivo de avaliação ainda engatinha e uma prova nacional de seleção de professores, anunciada em 2009, nem sequer saiu do papel. Uma das maiores barreiras à criação de tal sistema de qualidade são justamente os professores. "As pessoas não gostam de ser avaliadas. Nós, por natureza, gostamos de avaliar os outros, mas quando somos o objeto dessa avaliação reagimos mal e resistimos", diz Alexandre Ventura, pesquisador português responsável pela implementação do sistema de avaliação de docentes em Portugal. Ventura, que está no Brasil para participar do maior evento de educação da América Latina, o Educar/Educador, que será aberto nesta quarta-feira, em São Paulo, concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA.
Existe resistência por parte dos docentes a avaliações?
As resistências dos professores a sua avaliação não são muito diferentes da resistência de outros profissionais. As pessoas não gostam de ser avaliadas. Nós, por natureza, gostamos de avaliar os outros, mas quando somos o objeto dessa avaliação reagimos mal e resistimos. Procuramos frear essa tentativa de controle que é a avaliação. Também não costumamos ter muita confiança no resultado dessas avaliações. Temos medo das consequências: hierarquização, redução da remuneração ou demissão. Não acreditamos que os resultados correspondam àquilo que desejamos. Todos nós temos uma autoimagem e ela geralmente é positiva. Então, de forma ostensiva ou dissimulada, as pessoas reagem às avaliações. Na teoria, todos são favoráveis a avaliar, mas quando ela se concretiza – ou tem chances de se concretizar –, existe uma reação contrária. Quando falamos de organizações sindicais, as coisas se potencializam.
É muito difícil avaliar o professor?
Sim. Estamos falando da atuação de um profissional extremamente complexo, que precisa ter domínio científico do conteúdo que leciona, deter ferramentas pedagógicas para transmitir esse conhecimento e ainda manter um bom relacionamento com os estudantes. As pesquisas ao longo dos últimos 40 anos nos mostram que medir tudo isso em uma avaliação é trabalhoso e delicado. É preciso tempo, dinheiro e planejamento para levar a cabo uma análise competente.
A corrente que defende a avaliação dos docentes é recente?
Esse é um assunto que vem sendo discutido há muito tempo, principalmente nos Estados Unidos. Essa corrente nasce quando pesquisas mostram que o professor é a variável mais significativa no sucesso ou insucesso dos alunos. Há pelos três décadas, sabe-se que um professor bom ou muito bom influencia de forma significativa o aprendizado. A partir daí, compreende-se que a avaliação do professor é de extrema importância. Com a globalização e a circulação mais rápida de conhecimento, essa ideia se espalha com mais rapidez. As avaliações internacionais praticadas nos últimos anos também contribuíram para a disseminação da ideia de que é preciso avaliar o professor. Nenhum país gosta de ficar mal na fotografia e muitos perceberam que investir no professor é a chave para o progresso.
Como são feitas as avaliações ao redor do mundo?
Ainda existe uma heterogeneidade entre os modelos. Na França, a avaliação é feita pela equipe pedagógica da escola. Na Inglaterra, o responsável é o diretor da escola, e avaliadores externos também são treinados para a avaliação. Em Portugal, são os próprios professores que avaliam uns aos outros. Não existe um consenso sobre qual modelo funciona melhor. Eu diria que um modelo bastante eficaz seria o que misturasse avaliadores externos e internos. Mas trata-se de uma alternativa onerosa e pouco utilizada.
Como desenvolver uma avaliação eficaz?
O aspecto essencial é que ela seja justa e eficaz. É preciso transparência nos objetivos para que isso desperte confiança por parte dos professores. É preciso também que ela não se baseie em um único aspecto do desempenho do professor. Isso costuma ser tentador para muitas escolas: avaliar apenas o plano de aula dos docentes ou apenas a maneira como eles se portam na sala de aula. Isso só não basta. Por outro lado, corre-se o risco de avaliar muitas coisas e, ao final das contas, não se avaliar nada. É preciso ter a medida certa ou o caldo desanda. Por fim, é preciso treinar bem os avaliadores, sejam eles agentes externos ou internos da escola.
O que fazer com os resultados dessas avaliações?
Em primeiro lugar, só faz sentido levar a cabo a avaliação de desempenho dos professores se ela vier para enriquecer a prática docente e, consequentemente, a educação. Fazer da avaliação um fim em si mesma é prejudicial. Neste caso, é melhor não ter avaliação alguma. O objetivo essencial é encorajar a melhoria de professores e escolas. Aqueles que são bons, precisam ser ainda melhores; aqueles que estão aquém do desejado, precisam encontrar suporte para melhorar suas práticas. Em última instância, defendo o afastamento de alguns profissionais que, por uma série de fatores, não podem ser professores. Insistir em ter essas pessoas na sala de aula é prejudicar o desenvolvimento do país.
Uma prática comum nas escolas é a autoavaliação. Ela é eficaz?
A autoavaliação é indispensável. Fazer com que escolas e professores se olhem no espelho e reflitam sobre suas práticas é um ótimo exercício. Ela ajuda também a desenvolver uma cultura de avaliação, e isso ajuda na hora da realização de uma avaliação externa. Isso não quer dizer, porém, que apenas a autoavaliação baste.
É possível afirmar que se os estudantes de um país vão mal em avaliações nacionais ou internacionais seus professores são ruins?
É extremamente perigoso estabelecer uma relação direta entre o resultado dos alunos e a qualidade dos professores. A competência dos docentes certamente é um fator que propicia um melhor aprendizado, mas ele precisa estar orquestrado com outras variáveis. Não é possível reduzir o sucesso ou insucesso de um sistema a apenas um fator de uma engrenagem bastante complexa.
http://veja.abril.com.br/
Fonte: Veja.com
Existe resistência por parte dos docentes a avaliações?
As resistências dos professores a sua avaliação não são muito diferentes da resistência de outros profissionais. As pessoas não gostam de ser avaliadas. Nós, por natureza, gostamos de avaliar os outros, mas quando somos o objeto dessa avaliação reagimos mal e resistimos. Procuramos frear essa tentativa de controle que é a avaliação. Também não costumamos ter muita confiança no resultado dessas avaliações. Temos medo das consequências: hierarquização, redução da remuneração ou demissão. Não acreditamos que os resultados correspondam àquilo que desejamos. Todos nós temos uma autoimagem e ela geralmente é positiva. Então, de forma ostensiva ou dissimulada, as pessoas reagem às avaliações. Na teoria, todos são favoráveis a avaliar, mas quando ela se concretiza – ou tem chances de se concretizar –, existe uma reação contrária. Quando falamos de organizações sindicais, as coisas se potencializam.
É muito difícil avaliar o professor?
Sim. Estamos falando da atuação de um profissional extremamente complexo, que precisa ter domínio científico do conteúdo que leciona, deter ferramentas pedagógicas para transmitir esse conhecimento e ainda manter um bom relacionamento com os estudantes. As pesquisas ao longo dos últimos 40 anos nos mostram que medir tudo isso em uma avaliação é trabalhoso e delicado. É preciso tempo, dinheiro e planejamento para levar a cabo uma análise competente.
A corrente que defende a avaliação dos docentes é recente?
Esse é um assunto que vem sendo discutido há muito tempo, principalmente nos Estados Unidos. Essa corrente nasce quando pesquisas mostram que o professor é a variável mais significativa no sucesso ou insucesso dos alunos. Há pelos três décadas, sabe-se que um professor bom ou muito bom influencia de forma significativa o aprendizado. A partir daí, compreende-se que a avaliação do professor é de extrema importância. Com a globalização e a circulação mais rápida de conhecimento, essa ideia se espalha com mais rapidez. As avaliações internacionais praticadas nos últimos anos também contribuíram para a disseminação da ideia de que é preciso avaliar o professor. Nenhum país gosta de ficar mal na fotografia e muitos perceberam que investir no professor é a chave para o progresso.
Como são feitas as avaliações ao redor do mundo?
Ainda existe uma heterogeneidade entre os modelos. Na França, a avaliação é feita pela equipe pedagógica da escola. Na Inglaterra, o responsável é o diretor da escola, e avaliadores externos também são treinados para a avaliação. Em Portugal, são os próprios professores que avaliam uns aos outros. Não existe um consenso sobre qual modelo funciona melhor. Eu diria que um modelo bastante eficaz seria o que misturasse avaliadores externos e internos. Mas trata-se de uma alternativa onerosa e pouco utilizada.
Como desenvolver uma avaliação eficaz?
O aspecto essencial é que ela seja justa e eficaz. É preciso transparência nos objetivos para que isso desperte confiança por parte dos professores. É preciso também que ela não se baseie em um único aspecto do desempenho do professor. Isso costuma ser tentador para muitas escolas: avaliar apenas o plano de aula dos docentes ou apenas a maneira como eles se portam na sala de aula. Isso só não basta. Por outro lado, corre-se o risco de avaliar muitas coisas e, ao final das contas, não se avaliar nada. É preciso ter a medida certa ou o caldo desanda. Por fim, é preciso treinar bem os avaliadores, sejam eles agentes externos ou internos da escola.
O que fazer com os resultados dessas avaliações?
Em primeiro lugar, só faz sentido levar a cabo a avaliação de desempenho dos professores se ela vier para enriquecer a prática docente e, consequentemente, a educação. Fazer da avaliação um fim em si mesma é prejudicial. Neste caso, é melhor não ter avaliação alguma. O objetivo essencial é encorajar a melhoria de professores e escolas. Aqueles que são bons, precisam ser ainda melhores; aqueles que estão aquém do desejado, precisam encontrar suporte para melhorar suas práticas. Em última instância, defendo o afastamento de alguns profissionais que, por uma série de fatores, não podem ser professores. Insistir em ter essas pessoas na sala de aula é prejudicar o desenvolvimento do país.
Uma prática comum nas escolas é a autoavaliação. Ela é eficaz?
A autoavaliação é indispensável. Fazer com que escolas e professores se olhem no espelho e reflitam sobre suas práticas é um ótimo exercício. Ela ajuda também a desenvolver uma cultura de avaliação, e isso ajuda na hora da realização de uma avaliação externa. Isso não quer dizer, porém, que apenas a autoavaliação baste.
É possível afirmar que se os estudantes de um país vão mal em avaliações nacionais ou internacionais seus professores são ruins?
É extremamente perigoso estabelecer uma relação direta entre o resultado dos alunos e a qualidade dos professores. A competência dos docentes certamente é um fator que propicia um melhor aprendizado, mas ele precisa estar orquestrado com outras variáveis. Não é possível reduzir o sucesso ou insucesso de um sistema a apenas um fator de uma engrenagem bastante complexa.
http://veja.abril.com.br/
Fonte: Veja.com
15 de mai. de 2012
Promessa furada
O PSDB na Câmara de 15 de maio de 2012, denuncia que Dilma anuncia creches como prioridade, mas unidades não saem do papel
A promessa era construir 6 mil creches. A ousada proposta da então candidata do PT à Presidência em 2010 se tornou programa de governo quando Dilma Rousseff chegou ao Planalto. No entanto, passados 17 meses do início do mandato, a petista não inaugurou nenhuma das unidades prometidas desde a posse. A informação é do próprio ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Os deputados Marcus Pestana (MG) e Jorginho Mello (SC)consideraram contraditória a afirmação de Dilma nessa segunda-feira (14), durante o lançamento do programa Brasil Carinhoso, de que a construção de creches é uma prioridade. O novo pacote social é destinado a famílias com crianças de zero a seis anos. Mas a possibilidade de deixar os filhos nas creches ainda está distante para a maioria desses brasileiros.
O governo tenta jogar a culpa nas prefeituras que, de acordo com Mercadante, demoram em construir as unidades após receber os repasses. Na avaliação dos deputados, falta o governo dar condições aos municípios de agilizar as obras e manter as instituições após a inauguração.
“O prefeito quer creche, mas ele quer que ela funcione. Não adianta construir e depois se tornar alvo de críticas porque a unidade não funciona, pois ele não consegue pagar nem o professor. Se o governo quer que funcione mesmo, tem que construir e ajudar na manutenção”, destacou Jorginho. O deputado afirma que a creche “é o porto seguro da mãe que precisa trabalhar”, mas falta planejar melhor a construção e o funcionamento. Sem isso, a primeira infância continuará sendo uma prioridade apenas no discurso oficial, mas nunca na prática.
Marcus Pestana lembra que, nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve capacidade de raciocínio e habilidade cognitiva, por isso é tão importante a existência das creches. “Só que o governo demonstra mais uma vez a sua inoperância, a dificuldade de levar a frente os programas. O investimento hoje é muito aquém das necessidades do povo e do país”, afirmou. O parlamentar destaca que é importante coordenar ações em parceria com as prefeituras. Na avaliação dele, falta coordenação eficiente e planejamento.
O tucano afirma que é possível repassar recursos e determinar ações para que as creches saiam do papel, mas para isso deveria haver uma profissionalização da máquina pública. “O loteamento do governo pelos partidos aliados gera essa ineficiência e a falta de profissionalização do setor público. Com isso, o governo fica devendo”, lamentou.
(Reportagem: Djan Moreno/ Fotos: Alexssandro Loyola e Brizza Cavalcante/Ag. Câmara/ Áudio)
![]() |
| Dep. Marcus Pestana (PSDB/MG) |
A promessa era construir 6 mil creches. A ousada proposta da então candidata do PT à Presidência em 2010 se tornou programa de governo quando Dilma Rousseff chegou ao Planalto. No entanto, passados 17 meses do início do mandato, a petista não inaugurou nenhuma das unidades prometidas desde a posse. A informação é do próprio ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Os deputados Marcus Pestana (MG) e Jorginho Mello (SC)consideraram contraditória a afirmação de Dilma nessa segunda-feira (14), durante o lançamento do programa Brasil Carinhoso, de que a construção de creches é uma prioridade. O novo pacote social é destinado a famílias com crianças de zero a seis anos. Mas a possibilidade de deixar os filhos nas creches ainda está distante para a maioria desses brasileiros.
O governo tenta jogar a culpa nas prefeituras que, de acordo com Mercadante, demoram em construir as unidades após receber os repasses. Na avaliação dos deputados, falta o governo dar condições aos municípios de agilizar as obras e manter as instituições após a inauguração.
![]() |
| Dep. Jorginho Mello (PSDB/SC) |
Marcus Pestana lembra que, nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve capacidade de raciocínio e habilidade cognitiva, por isso é tão importante a existência das creches. “Só que o governo demonstra mais uma vez a sua inoperância, a dificuldade de levar a frente os programas. O investimento hoje é muito aquém das necessidades do povo e do país”, afirmou. O parlamentar destaca que é importante coordenar ações em parceria com as prefeituras. Na avaliação dele, falta coordenação eficiente e planejamento.
O tucano afirma que é possível repassar recursos e determinar ações para que as creches saiam do papel, mas para isso deveria haver uma profissionalização da máquina pública. “O loteamento do governo pelos partidos aliados gera essa ineficiência e a falta de profissionalização do setor público. Com isso, o governo fica devendo”, lamentou.
(Reportagem: Djan Moreno/ Fotos: Alexssandro Loyola e Brizza Cavalcante/Ag. Câmara/ Áudio)
14 de mai. de 2012
Contribuição ao país
No PSDB na Câmara de 14 de maio de 2012, deputados destacam que prêmio reconhece trajetória política e acadêmica de Fernando Henrique Cardoso
O presidente de honra do PSDB e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, foi indicado vencedor do Prêmio John W. Kluge, concedido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Na opinião dos deputadosCésar Colnago (ES) e Vanderlei Macris (SP), a homenagem é um reconhecimento pelo esforço intelectual do tucano e por sua contribuição ao Brasil.
O prêmio reconhece figuras destacadas nos estudos da humanidade, como aqueles feitos por FHC em seu trabalho acadêmico como sociólogo. O legado como presidente da República também influenciou a escolha. O ex-presidente, que governou o país entre 1995 e 2002, receberá o prêmio em uma cerimônia em Washington dia 10 de julho. A distinção, cujo nome homenageia o benfeitor da Biblioteca do Congresso norte-americano, também dá ao vencedor US$ 1 milhão. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
“O presidente FHC é um grande intelectual, uma pessoa que sempre teve – nos seus estudos – muita preocupação com questões ligadas aos problemas do país. Além de grande pensador, conseguiu com a política exercer um mandato voltado para o interesse público”, afirmou Colnago.
Segundo o parlamentar, o ex-presidente contribuiu com ações e políticas para a estabilidade econômica. “Nada melhor para julgar um homem do que mostrar a sua história. O prêmio só consolida a história de um grande brasileiro”, concluiu.
Em entrevista à Reuters, Fernando Henrique afirmou que recebeu a notícia com surpresa e satisfação. “Surpresa porque o prêmio foi dado sem que eu o esperasse e sem ter a mais vaga ideia de que ele seria concedido a alguém cujas obras acadêmicas principais foram escritas há tanto tempo”, disse. “Satisfação por ver no prêmio o reconhecimento do esforço intelectual que fiz e, especialmente, como foi ressaltado no anúncio, porque o prêmio se deu também em função da coerência entre o que escrevi e minha ação política.”
Para Macris, a trajetória de FHC mostra que o Brasil teve na presidência um grande estadista. “Ele é hoje reconhecido internacionalmente. Sem dúvida nenhuma, do ponto de vista da sua gestão, conseguiu transformar o sociólogo numa referência da prática que exerceu enquanto presidente. O PSDB tem orgulho de o ter tido como presidente”, apontou.
“A análise acadêmica (de FHC) das estruturas sociais do governo, da economia e das relações raciais no Brasil estabeleceram a estrutura intelectual de sua liderança como presidente na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia vibrante, mais democrática e com forte crescimento econômico”, informou a Biblioteca do Congresso dos EUA em comunicado.
Reconhecimento
→ O Prêmio Kluge, como é conhecido, começou a ser concedido em 2003 com o objetivo de reconhecer pessoas que se destacam em disciplinas que não são agraciadas pelo Prêmio Nobel.
(Reportagem: Letícia Bogéa/ Foto: Paula Sholl/ Áudio: Elyvio Blower)
![]() |
| Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso |
O presidente de honra do PSDB e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, foi indicado vencedor do Prêmio John W. Kluge, concedido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Na opinião dos deputadosCésar Colnago (ES) e Vanderlei Macris (SP), a homenagem é um reconhecimento pelo esforço intelectual do tucano e por sua contribuição ao Brasil.
O prêmio reconhece figuras destacadas nos estudos da humanidade, como aqueles feitos por FHC em seu trabalho acadêmico como sociólogo. O legado como presidente da República também influenciou a escolha. O ex-presidente, que governou o país entre 1995 e 2002, receberá o prêmio em uma cerimônia em Washington dia 10 de julho. A distinção, cujo nome homenageia o benfeitor da Biblioteca do Congresso norte-americano, também dá ao vencedor US$ 1 milhão. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
“O presidente FHC é um grande intelectual, uma pessoa que sempre teve – nos seus estudos – muita preocupação com questões ligadas aos problemas do país. Além de grande pensador, conseguiu com a política exercer um mandato voltado para o interesse público”, afirmou Colnago.
Segundo o parlamentar, o ex-presidente contribuiu com ações e políticas para a estabilidade econômica. “Nada melhor para julgar um homem do que mostrar a sua história. O prêmio só consolida a história de um grande brasileiro”, concluiu.
Em entrevista à Reuters, Fernando Henrique afirmou que recebeu a notícia com surpresa e satisfação. “Surpresa porque o prêmio foi dado sem que eu o esperasse e sem ter a mais vaga ideia de que ele seria concedido a alguém cujas obras acadêmicas principais foram escritas há tanto tempo”, disse. “Satisfação por ver no prêmio o reconhecimento do esforço intelectual que fiz e, especialmente, como foi ressaltado no anúncio, porque o prêmio se deu também em função da coerência entre o que escrevi e minha ação política.”
Para Macris, a trajetória de FHC mostra que o Brasil teve na presidência um grande estadista. “Ele é hoje reconhecido internacionalmente. Sem dúvida nenhuma, do ponto de vista da sua gestão, conseguiu transformar o sociólogo numa referência da prática que exerceu enquanto presidente. O PSDB tem orgulho de o ter tido como presidente”, apontou.
“A análise acadêmica (de FHC) das estruturas sociais do governo, da economia e das relações raciais no Brasil estabeleceram a estrutura intelectual de sua liderança como presidente na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia vibrante, mais democrática e com forte crescimento econômico”, informou a Biblioteca do Congresso dos EUA em comunicado.
Reconhecimento
→ O Prêmio Kluge, como é conhecido, começou a ser concedido em 2003 com o objetivo de reconhecer pessoas que se destacam em disciplinas que não são agraciadas pelo Prêmio Nobel.
(Reportagem: Letícia Bogéa/ Foto: Paula Sholl/ Áudio: Elyvio Blower)
Assinar:
Postagens (Atom)


